quinta-feira, 27 de julho de 2017

Gestão Temer tem 70% de avaliação negativa e 5% de positiva

O governo do presidente Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 70% da população, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. Já 5% consideram ótimo ou bom, 21% regular e 3% não sabem ou não responderam. O levantamento foi divulgado hoje (27) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A pesquisa CNI-Ibope do segundo trimestre de 2017 foi realizada entre 13 e 16 de julho, com 2 mil pessoas em 125 municípios e revela a avaliação dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal. No último levantamento, divulgado em março, 10% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 31% como regular, 55% como ruim ou péssimo e 4% não souberam ou não responderam.
A margem de erro da pesquisa é de 2% e o nível de confiança utilizado é de 95%.

CONVERSA AFIADA: Moro quer que LULA morra de Fome


Grupo promove em Fortaleza protesto em frente a casa do senador Eunício Oliveira

Cerca de 200 jovens do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, Levante Popular da Juventude e Movimento dos Atingidos por Barragens realizaram, na manhã desta quinta-feira, em Fortaleza, um ato em frente à residência do presidente do Senado, Eunício Oliveira. O peemedebista encontra-se em Brasília.
Com faixas, cartazes e outras intervenções, os jovens denunciaram a população do entorno o papel que o político tem cumprido no Senado, ajudando “a aprovar as medidas do Governo Temer, como a Reforma Trabalhista e Previdenciária, que têm prejudicado a população brasileira.”
A ação faz parte de uma jornada de lutas que acontece em todo Brasil, chamada pelos manifestantes de “Escracho aos Golpistas”, que visa denunciar os deputados federais e senadores que “colaboraram com o golpe que culminou no impeachment da presidenta democraticamente eleita, Dilma Roussef”.
A Assessoria do senador Eunício Oliveira não quis se manifestar.
(Foto – Levante Popular)

Linha Leste: governador discute liberação de recursos com presidente do BNDES



O governador Camilo Santana se reuniu nesta quarta-feira (26), em Brasília (DF), com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro. Acompanharam Camilo Santana, os secretários da Fazenda, Mauro Filho, e da Infraestrutura, Lúcio Gomes.

Em discussão, a liberação de recursos para a construção da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. Camilo Santana comentou o encontro.

Quando concluída, a Linha Leste do Metrô de Fortaleza terá 13,2 km de extensão, sendo 12,4 km subterrâneos e 0,8 km em superfície, ligando o Bairro Tirol, passando pelo Centro até o Bairro Edson Queiroz. A linha, que está sendo implantada pelo Governo do Estado, por meio da Seinfra, tem previsão de atender cerca de 400 mil usuários por dia, quando integrado aos demais modais de transporte.

Também nesta quarta-feira, em Brasília, o governador Camilo Santana se reuniu com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para tratar sobre financiamentos.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

OPOSICÃO FRACA: Ex-oposicionistas são os defensores

Deputado Tomaz Holanda, no início da legislatura, era adversário, hoje é governista Foto: Kid Júnior
Assembleia Legislativa do Ceará se notou um movimento maior em defesa da gestão do governador Camilo Santana, com a mudança de comportamento de parlamentares que outrora eram críticos da gestão e passaram a ser seus principais defensores, como foi percebido nos pronunciamentos de Tomaz Holanda (PPS), Silvana Oliveira (PMDB), Agenor Neto (PMDB), Audic Mota (PMDB) e João Jaime (DEM).
Além desses, Walter Cavalcante (PP), que iniciou a Legislatura como membro da bancada oposicionista, se somou ao coro de defensores do Governo desde o início do ano passado. Ao todo, a bancada governista é formada por 35 parlamentares, enquanto a oposição foi reduzida a apenas 11 representantes.
Levantamento feito por repórter do Diário do Nordeste durante as sessões ordinárias do primeiro semestre deste ano mostra que, até mais que as lideranças do Governo na Casa, o deputado Tomaz Holanda tem se destacado na defesa da administração de Camilo.
Até o ano passado, o parlamentar era um dos membros do PMDB, e após não ter recebido apoio da legenda para a disputa à Prefeitura de Quixeramobim, resolveu se aliar à administração do Estado, inclusive, saindo da sigla peemedebista e retornando ao PPS, legenda pela qual foi eleito deputado, em 2014.
Debates
Silvana Oliveira é outra que se destacou na base aliada do Governo com os elogios a alguns dos secretários estaduais. João Jaime e Agenor Neto são outros que, da tribuna do Plenário 13 de Maio, já fizeram menção favorável à gestão.
Já Audic Mota, desde que se alinhou ao Executivo, foi visto várias vezes na companhia do governador Camilo Santana em inaugurações e passeatas no Interior do Estado. Além desses, claro, a liderança segue na defesa da gestão e buscando se contrapor às críticas oriundas da oposição. Evandro Leitão (PDT), Rachel Marques (PT), José Sarto (PDT) e Julinho (PDT) são alguns que seguem defendendo o Governo na Casa.
No entanto, diante de uma base aliada com 35 membros, ainda são poucos os parlamentares que participam dos debates do Legislativo Estadual, principalmente quanto a defesa do Governo. Além desses, também se destacam Manoel Santana (PT), Carlos Felipe (PCdoB), Osmar Baquit (PP), Fernando Hugo (PP) e Leonardo Pinheiro (PP). Este, apesar de ser membro da liderança da base, tem participado pouco das discussões.
A oposição viu seu tamanho e abrangência no Legislativo estadual diminuírem com o passar do tempo. Saiu de uma bancada de até 16 parlamentares para apenas 11 deputados e, além de estar em menor número, se encontra desorganizada e sem um foco. Tanto é que não houve consenso entre eles em algumas votações recentes na Assembleia, como a extinção do Tribunal de Contas, por exemplo.
No Plenário 13 de Maio é nítida a falta de sintonia entre os membros da bancada oposicionista. Enquanto Roberto Mesquita (PSD) e Odilon Aguiar (PMB) dialogam entre si, os demais buscam centralizar seus discursos em pautas individuais.

Zona urbana de Quiterianópolis vai ganhar asfaltamento

O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Audic Mota, enviou ofício ao governador Camilo Santana solicitando a liberação de verba do Programa de Cooperação Federativa (PCF) para o projeto de asfaltamento da zona urbana de Quiterianópolis.

O recurso é da ordem de R$ 200 mil e deverá constar, em breve, no sistema de Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários (MAPP) do Governo do Estado. A próxima etapa, então, será a entrega do plano de trabalho por parte da administração municipal para execução dos serviços.

domingo, 23 de julho de 2017

Base e oposição. A Assembleia na era do "pós-TCM"

Proposta de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) pode ter passado na Assembleia, mas marcas da “guerra” em torno da medida devem permanecer ainda por um bom tempo no parlamento. Aprovada na última quinta-feira por 32 votos a oito, o fim da Corte revirou base e oposição na Casa e abriu era do “pós-TCM” no Legislativo cearense.
Principal cicatriz do embate foi o esvaziamento do PMDB na oposição local. Antes isolado como o maior partido de crítica a Camilo Santana (PT), a sigla comandada por Eunício Oliveira perdeu quatro dos seus seis deputados estaduais – Agenor Neto, Audic Mota, Dra. Silvana e Tomaz Holanda (que migrou para o PPS) – para o ninho governista.
No vácuo aberto pela saída do PMDB, crescem na oposição PSD e PMB, partidos na zona de influência do presidente do TCM, Domingos Filho. Apesar de se dizer afastado da vida partidária, o conselheiro é pai do presidente do PSD do Ceará, Domingos Neto (PSD), e marido da presidente do PMB cearense, a ex-prefeita de Tauá Patrícia Aguiar.
A briga também acabou ampliando desavenças entre setor mais
“independente” da Casa com o governo. Apesar de terem ocasionalmente se posicionado junto com a oposição em votações, a PEC do TCM marcou confronto direto entre Ely Aguiar (PSDC) e Roberto Mesquita (PSD) com a base aliada de Camilo. “Nova oposição”
Até 2016 aliado de Cid e Ciro Gomes (PDT), Domingos chegou a emplacar o primo, o deputado Odilon Aguiar (PMB), na Secretaria de Agricultura de Camilo Santana. Relações estremeceram em dezembro passado, após Domingos vencer disputa pela presidência do TCM, com apoio do conselheiro Chico Aguiar, contra Hélio Parente, candidato dos irmãos Ferreira Gomes.
Em troca, Domingos “emprestou” apoio do PSD e PMB à candidatura do filho de Chico, Sérgio Aguiar (PDT), em disputa pela presidência da Assembleia. Investida no Legislativo, no entanto, não vingou e o vencedor da disputa, Zezinho Albuquerque (PDT), acabou apoiando proposta antiga de Heitor Férrer (PSB) pela extinção do TCM.
Deputado do PMDB que segue na oposição, Danniel Oliveira nega que a mudança de parlamentares da sigla para a base simbolize um esvaziamento da sigla. “O PMDB foi votado em 2014 para a oposição, e ele continua seguindo. Se algum deputado mudou disso, ele que tem que explicar para a população as razões disso”.
Dra. Silvana, por outro lado, afirma que a mudança segue pensamento da maioria, e que a liderança do partido não pode cercear a liberdade de parlamentares. Nos bastidores, se comenta que a maioria deixou a oposição pois disputa bases eleitorais com Domingos Filho, cada dia mais próximo de Eunício.
Fonte: O povo online