terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Não está na hora de ouvir mais o Ciro Gomes?

Ciro Gomes em:
2014: "Cunha é bandido, é o picareta-mor".
(Disse isso quando a maioria do povo brasileiro não o conhecia ainda);
2014: "Se a Dilma se aliar a essa banda podre quadrilheira do PMDB, não termina o mandato";
2015: "Michel Temer é o capitão do golpe".
(Disse isso quando ninguém suspeitava);
2017: "Dória não chega até dezembro vivo".
(Disse isso quando toda imprensa noticiava como certa a candidatura do Dória em 2018);
2017: "O Bolsonaro não aguenta a primeira avalanche de denúncias da imprensa tucana".
(Bolsonaro naufragando);
Será que não tá na hora do Brasil ouvir mais o Ciro Gomes?
       Em tempo: assista ao vídeo em que Ciro previu, em novembro de 2014, que Dilma Rousseff não completaria o segundo mandato presidencial:
Fonte: Conversa Afiada

domingo, 14 de janeiro de 2018

CID GOMES: "O Brasil precisa discutir seus reais problemas"

Cid Gomes (PDT)
Em artigo na revista Carta Capital, o ex-governador do Ceará e ex-ministro Cid Gomes sugere um projeto nacional de desenvolvimento que una quem produz com quem trabalha para devolver ao povo a esperança de um Brasil melhor. 

Confira:
O Brasil passa por um dos momentos mais graves de sua curta história democrática. Os ataques aos direitos dos trabalhadores e aposentados, a venda de nossas riquezas a preço de banana para empresas estrangeiras e o criminoso despejo de recursos no poço sem fundo da dívida criam um cenário que, se não bem estudado e tratado com vigor, pode comprometer de forma violenta o futuro do nosso País.
Em 2018, além da luta pela retomada da democracia, com a garantia de eleições livres, precisamos celebrar um pacto por um projeto nacional de desenvolvimento que una quem produz com quem trabalha para devolver ao povo a esperança de um Brasil melhor.
Em março de 2015, subi na tribuna da Câmara Federal para denunciar que a corrupção e o achaque mandavam no poder central em Brasília e que um golpe era tramado contra a democracia e o povo brasileiro. Ali, eu apontava não para a cara de um deputado, mas para o símbolo do que corroía as instituições e a esperança de todas e todos por um futuro melhor.
Infelizmente, naquele momento, o governo brasileiro, eleito pela maioria do povo, sucumbiu à chantagem e viu meses depois sua derrocada por meio de um golpe que levou 14 milhões de brasileiros ao desemprego e à aprovação de medidas absolutamente hostis aos mais frágeis da nossa sociedade.
Para agravar ainda mais a sensação de que bandidos subiram a rampa do Planalto, o elo entre o vice-presidente conspirador e a parte do Congresso corrompida, o ex-deputado Eduardo Cunha, o mesmo que enfrentei em 2015, foi preso pela Polícia Federal.
Nesse cenário, é preciso alertar, mais do que nunca, ao nosso povo, que este ajuntamento de corruptos se prepara para as eleições de 2018. Eles não vão querer largar o osso e usarão das piores táticas para fraudar ou impedir um pleito justo. Cabe, portanto, a todos ficar atentos e lutar para que o direto ao voto seja preservado.
Para isso é preciso informar e discutir com a população seus reais problemas. Ciro Gomes, que, mais do que meu irmão mais velho, é minha inspiração para a vida pública, tem rodado o Brasil com palestras e debates em centenas de universidades desvelando o que está por trás deste grave momento.
O rentismo, exposto na sua forma mais cruel, traga recursos preciosos de áreas prioritárias como saúde, educação, segurança e desenvolvimento para jogar no poço sem fundo da dívida, que beneficia a pouquíssimas famílias.
Essa distorção agrava um problema que nos parecia estar vencido: o da desigualdade. Hoje apenas seis indivíduos concentram fortuna igual àquela de 100 milhões de brasileiros, ou quase metade da nossa população. Não existe cenário semelhante em nenhum outro país do planeta.
Para além disso, forçam goela abaixo do nosso povo uma reforma trabalhista que retira direitos e explora ainda mais nossos trabalhadores e trabalhadoras. Uma reforma da Previdência que protege as regalias dos mais poderosos e amplia o tempo de contribuição de forma criminosa aos mais vulneráveis. E a venda não acordada com o povo brasileiro das nossas reservas de petróleo do pré-sal, que também configura um crime que afetará diretamente nossos filhos e netos.
Mais do que denunciar todos os crimes cometidos pelo governo central brasileiro, é hora de debater o futuro do Brasil. Ciro tem apresentado um projeto nacional de desenvolvimento que pretende mostrar ao povo brasileiro que existe saída para a crise econômica que nos afeta há tanto tempo. Cada palavra de “projeto nacional de desenvolvimento” tem um significado muito forte.
“Projeto” é um conjunto de metas para as quais devemos estabelecer prazos, métodos, avaliação e controle. Pressupõe recuperar a capacidade de planejamento do País. O Estado deve coordenar tal projeto e, para tanto, precisa de capacidade de planejamento e da capacidade de unir trabalhadores, empresários da produção e academia.
Por “nacional” entende-se que não há um modelo universal a ser seguido, pois as condições de empreender são dramaticamente nacionais e não globais. O projeto de desenvolvimento deve ser adaptado à nossa realidade, destacando crédito, incentivos e parceria entre um Estado empoderado e uma iniciativa privada forte.
No que diz respeito ao “desenvolvimento”, devemos trabalhar pelo aumento da riqueza produzida, das capacidades e habilidades do povo, além de suas condições de vida e felicidade. Para isso é preciso romper com os mecanismos de dependência, exercitar justiça social, garantir boa distribuição de renda e prover serviços públicos de qualidade.
Para a crise imediata, Ciro Gomes destaca três linhas de ação: 1. Consolidar o passivo privado, resolvendo rapidamente o problema do endividamento das empresas brasileiras, sob pena, entre outras coisas, de aumentar o desemprego. 2. Sanear as finanças públicas e voltar a investir nas áreas mais importantes, como, por exemplo, infraestrutura e moradia. 3. Diminuir o desequilíbrio externo, buscando fortalecer a indústria brasileira em uma clara política de substituição de importados que contam com patente vencida e pelos quais o Estado brasileiro já gasta anualmente o suficiente para fomentar empresas nacionais com compra governamental.

Como exemplo, quatro grandes complexos industriais: petróleo e gás e bioenergia, complexo industrial da saúde, complexo industrial do agronegócio e complexo da defesa.

Para além da área econômica e de desenvolvimento, Ciro tem se aprofundado em questões sensíveis, como segurança, saúde e educação. No primeiro tópico, não serão frases de efeito que resolverão o problema. É preciso reunir a inteligência brasileira, comparar com experiências internacionais e rever nossas práticas para devolver ao povo brasileiro a sensação de segurança e para que possamos voltar a ocupar as ruas sem medo.
Na saúde, é preciso incrementar o investimento em todos os níveis e estimular cada vez mais a interface na rede pública. Na educação, o Ceará tem servido de exemplo para todo o Brasil. Hoje, 77 das 100 melhores escolas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) são cearenses. A cidade com o melhor índice do Brasil é Sobral, no sertão cearense. Toda essa conquista começou ainda no início da década de 1990, quando Ciro Gomes foi governador do estado.
Tudo isso só será possível com um governo legitimamente eleito e empoderado pelo povo. Todas as propostas devem ser apresentadas de forma comedida e transparente nas eleições para não iludir nem enganar os eleitores.
A tarefa de garantir uma eleição na qual os problemas verdadeiramente urgentes da nação brasileira sejam discutidos também deve ser ponto de atenção comovida de todos nós. Os setores conservadores tentarão anular o debate necessário e jogarão com questões moralistas. Portanto, é fundamental projeto, debate, atenção e luta.

Governo do MDB em Lavras/CE comandado por Sobrinho do Presidente do Senado é um Desastre


A ninguém terá espantado, decerto, a alta incapacidade administrativa em Lavras da Mangabeira nestes anos de 2017 e entrando 2018. A resignação com que se encara o fato dá medida do descalabro no Município.

Os danos à população lavrense não se limitam à administração pública. A expansão irresponsável dos gastos públicos — amparada em uma incompetência – levou Lavras da Mangabeira a uma calamitosa situação financeira que comprometeu outros serviços básicos, como saúde, educação, transporte escolar e limpeza pública.

À ruína financeira soma-se a derrocada política e moral da administração, comandada pelo MDB. 

O atual ocupante do posto, Ildsser Lopes Alencar (MDB), sobrinho do atual Presidente do Senado da República e do Congresso Nacional Eunício Oliveira (MDB), demonstra evidente despreparo para lidar com uma crise dessa dimensão, como até correligionários apontam.


Prefeito Ildsser Alencar (MDB)
Com o colapso de salários em atraso, restou ao governo municipal inoperante, diante desse quadro, o mínimo, levar aos servidores, do porque desse caos.

A longo prazo, a eficácia de qualquer política mais efetiva dependerá de um ambiente de maior normalidade orçamentária.


O cenário que se constrói é, sem dúvida, assustador. Lavrenses colocando suas vidas à mercê de um governo que não tem governança e está sendo dilacerado por ele mesmo. 

A população em sua maioria sofre a duras penas com uma saúde de qualidade sofrível e uma educação precária despencando nos índices educacionais de 30º lugar em 2016 para a posição nº 147 no Estado do Ceará ao final de 2017.

Senador Eunício Oliveira (MDB)
Lavras da Mangabeira se colocou em uma situação onde a estética virou palavra de ordem, mas a máscara não assegura nada e aqui estamos com uma descaracterização do município que se consolidava com mudança e avanços no índice de ensino/aprendizado e tantas séries de “case” de sucesso, que nunca passaram de fantasias feitas por grandes profissionais extremamente bem pagos para criarem o ideal de um governo em que a realidade é catastrófica. 
Tudo que está acontecendo, e o que virá, é reflexo da saturação de tantas mentiras, que esmagam a população mais humilde destemida desse município.

A soma de tudo isso levou ao estopim e esses cidadãos lavrenses ao inconformismo e à revolta. 



Torçamos para que os parlamentares mirins consigam convergir para um senso comum, pois nem eles, com todas as regalias e privilégios que lhes são concedidos, estão a salvo do que está por vir.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

É o começo do fim de Bolsonaro?

Jair Messias Bolsonaro
No princípio de setembro, escrevi que Bolsonaro se enforcaria com a própria corda, bastava começar a campanha eleitoral. Uma chuva de pedras caiu sobre o telhado do blog. Os bolsonaristas mais resolutos — vítimas iniciais da trumpificação política do Brasil — usaram o Facebook para me chamar de defensor de corruptos.
Não entendi muito bem a associação, mas o fato é que a campanha nem começou e Bolsonaro já está gaguejando para responder perguntas básicas sobre o seu patrimônio. Pensei que ele se enroscaria no radicalismo do próprio discurso, não em aquisições suspeitas ou auxílios indevidos que admite estar recebendo como deputado.
Seja como for, o mito da honestidade total acaba de sofrer um golpe que será exaustivamente lembrado durante as eleições. No entanto, considerando que haja culpa no cartório, isso significa que estamos assistindo ao começo do fim de Bolsonaro? Significa que ele vai despencar nas pesquisas e retornar para o seu papel de figura folclórica do congresso?
Só se estivéssemos na Escandinávia!
Todo mundo sabe que o eleitor brasileiro não está nem um pouco preocupado com denúncias ou mesmo provas de corrupção. Se estivesse, não veríamos Lula liderando as pesquisas depois de ser condenado em primeira instância na Lava-Jato. “E daí se Bolsonaro é igual aos outros?”, li hoje nas redes sociais. “Voto nele mesmo assim!”
Parabéns pela coerência, senhores, mas depois não venham me acusar de defender os corruptos, combinado?
Fonte: Maicon Tenfen

MANGABEIRA: Tradição, Fé e Devoção nos Festejos de São Sebastião



A comunidade católica de Mangabeira (distrito de Lavras da Mangabeira) deu início na tarde desta quarta-feira (10/01) a mais uma edição do tradicional festejos do Padroeiro São Sebastião, que este ano vem com o tema “São Sebastião, livre-nos da fome, da peste e da guerra”.


A abertura teve início na comunidade de Aroeiras  com caminhada com o mastro e o santo por ruas do distrito até a Igreja Matriz, reunindo centenas de fiéis e simpatizantes.

Segundo o pároco Antônio Clementino, os festejos de São Sebastião este ano, será um dos mais concorridos na região. 

Padre Antônio Clementino (Pároco da Matriz de São Sebastião-Mangabeira)

Época também de confraternização dos filhos de mangabeira que residem fora, além dos visitantes de cidades circunvizinhas.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

SALÁRIO: Sem receber, Servidores Municipais lavrenses não entendem Silêncio da Prefeitura bem como do Sindicato que os Representam

Servidores municipais de Lavras da Mangabeira, voltaram a reclamar dos salários que mais uma vez voltou atrasar.
Os servidores reclamam que ainda não receberam o salário de dezembro de 2017. As redes sociais tem sido local para reclamações e desabafos até de aliados da atual gestão, aborrecidos com o tratamento dispensado pela Prefeitura Municipal de Lavras da Mangabeira para com os servidores municipais.


Ao Blog, servidores municipais afirmaram que não se encontra o prefeito Ildsser Alencar (PMDB) no Paço Municipal para que o mesmo explique o que está acontecendo. 
Os servidores estão acusar o sindicato que representa o funcionalismo municipal de conivência com a prefeitura, visto que, até agora não houve nenhum comunicado aos associados, nem mesmo no grupo de Whatsap.
Até a presente data, nenhuma nota oficial da Prefeitura de Lavras/CE sobre o pagamento foi levada aos conhecimento dos servidores municipais lavrense.
Existem boatos dando conta que o não pagamento dos salários dos servidores municipais se deu face a um possível sequestro de recursos por parte do INSS, dando a entender que o município não honrou com o parcelamento da dívida com o órgão, divida essa negociada desde 2000. 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Congresso retira R$ 472,3 milhões da saúde e da educação para bancar campanhas políticas

Quando aprovaram a criação de um fundo bilionário para bancar campanhas eleitorais com recursos públicos, os parlamentares prometeram que nenhum centavo seria desviado da saúde ou da segurança. Mas não é isso que ocorrerá, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo. O financiamento eleitoral dos candidatos este ano vai retirar pelo menos R$ 472,3 milhões originalmente destinados pelos parlamentares para as duas áreas.
Desse total, R$ 121,8 milhões foram remanejados da educação e R$ 350,5 milhões da saúde. De acordo com o Estadão, o valor corresponde à transferência de dinheiro das emendas de bancadas – que seria destinado a esses setores – para gastos com as campanhas eleitorais de outubro.
O fundo eleitoral foi criado como alternativa à proibição das doações empresariais e receberá, no total, R$ 1,75 bilhão. Desse montante, R$ 1,3 bilhão sairá das emendas de bancada, cujo pagamento é obrigatório pelo governo. Outros R$ 450 milhões virão da isenção fiscal que seria concedida a rádios e TVs para veicular programas partidários.
O dinheiro será distribuído aos partidos conforme o tamanho de suas bancadas na Câmara e no Senado. A criação do fundo é contestada por ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), que será julgada no plenário da Corte.
Segundo o Estadão, a verba retirada da saúde para abastecer o caixa das campanhas  eleitorais seria suficiente, por exemplo, para arcar com a construção de 159 novas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), com sete leitos, dois médicos e atendimento médio de 150 pacientes por dia ou financiar 859 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A verba que deixou de ser aplicada em educação equivale a um terço de todos os pagamentos que o governo realizou no ano passado no Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância): R$ 355 milhões, conforme dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O dinheiro serve para construir e equipar creches.
Os principais articuladores da criação do fundo, como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), haviam prometido que a saúde e a educação não seriam prejudicadas com a mudança na destinação das emendas. “Não aceito que mexa um centavo de saúde e educação”, disse Eunício na época da aprovação da proposta. Procurados pela reportagem para comentar o resultado do levantamento, os dois não se manifestaram.
De acordo com o Estadão, além das verbas de saúde e educação, R$ 828 milhões foram retirados de áreas como segurança pública, infraestrutura, obras contra a seca e agricultura. O ensino superior também foi prejudicado. A Universidade Federal do Acre (UFAC) teve R$ 6 milhões transferidos e a Universidade Federal do Amapá (Unifap) ficou sem a emenda que previa R$ 27 milhões para a conclusão das obras do Hospital Universitário. A expansão dos campi da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES) perdeu R$ 33 milhões. As emendas são impositivas e, por isso, precisam ser pagas pelo governo. Cabe ao Congresso definir o destino da verba.